Surto de gripe em SP pressiona rede pública de saúde e hospitais

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Com o rápido avanço do surto de gripe, a cidade de São Paulo tem visto crescer a pressão sobre os postos de saúde, além da falta de remédios para tratar a doença. Para lidar com esse cenário, a prefeitura vai contratar mais 280 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, e comprar R$ 150 milhões em medicamentos, como Tamiflu e Dipirona. Já a demanda por leitos, diz o município, continua sob controle.

“As unidades de atendimento estão sobrecarregadas. Há sobrecarga até porque não estamos suspendendo outros tipos de atendimentos. Por isso, estamos contratando mais médicos, mais enfermeiros, fazendo de tudo para atender essa demanda da gripe”, disse o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, ao jornal O Estado de S. Paulo.

O reforço no estoque de remédios, afirmou, ainda está sendo distribuído pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

Segundo Aparecido, os hospitais públicos da capital registraram 54 internações por síndrome gripal de sábado até a terça-feira. Metade disso, explica, está em leitos clínicos e a outra parcela em leitos de UTI (unidade de terapia intensiva).

Segundo nota do Observatório Covid-19 nesta segunda-feira (20), as hospitalizações de pacientes com sintomas respiratórios na Grande São Paulo voltaram a crescer em dezembro. Na última semana, o total de internações na região aumentou 51%.

Conforme Aparecido, a variante Ômicron do coronavírus ainda não desencadeou alta de casos de covid-19 em São Paulo – há 17 casos confirmados com a cepa mais contagiosa. A piora, portanto, se deve à variante da gripe (H3N2). “Percebe-se claramente que a vacina não está tendo efeito”, diz. “Ainda que não sejam (observados) só casos da variante da H3N2, ela está ficando prevalente.”

Não foi registrada morte por gripe na capital. “O drama é que temos uma nova variante (do coronavírus) circulando junto à onda de gripe que atinge fortemente a cidade. Temos de lidar com as duas coisas”, acrescentou Aparecido. “A gente até está passando sufoco, fica lotado, mas é o que a gente quer, que as pessoas vão aos postos”, disse. “A maior parte tem sintomas possíveis de fazer acompanhamento. Em cinco, seis dias as pessoas estão melhores.”

Fonte: R7 – Por Agência Estado

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